Coleção Contemporaneidades Periféricas – próximo lançamento

Lançamento Bahia com H de Hip-Hop
13 de agosto de 2019
Coleção DasPretas 2020 – lançamentos em breve
10 de maio de 2020

 

A editora organismo abriu a coleção contemporaneidades periféricas com o livro trans formas são, do poeta e performer Alex Simões, em 2018.  A coleção busca apresentar ao público, predominantemente, a produção literária de poetas que produzem fora do eixo sul do Brasil, como também, e sobretudo, aquelas textualidades que se inserem na semiose das produções de sujeitos subalternizados historicamente. A proposta busca visibilizar as diversas formas de inscrição do contemporâneo nos muitos territórios e formações discursivas que atravessam a contemporaneidade.

 

trans formas são é o quarto de livro de poesia de Alex Simões, pela editora organismo. Editado por Jorge Augusto, com projeto gráfico de Thais Geckseni, orelha de Ricardo Aleixo e prefácio de Allan da Rosa, estreia a coleção Contemporaneidades Periféricas.  São 38 poemas, distribuídos em três partes, que perguntam à poesia, às palavras, às pessoas, aos animais, às coisas e ao próprio poeta o que virão/viremos a ser, no que nos transformamos através do que vemos e no que o que vemos se transforma quando o vemos. trans formas são fala sobre distintas temporalidades convivendo, nem sempre pacificamente, aqui e agora. Para tanto, lança mão de diversos procedimentos estéticos, principalmente a apropriação, para deixar em suspenso o assombro de estar vivo, apesar da necropolítica, contra a qual se insurge pela poesia. É o que bate na memória de uma pele – neste caso, preta, gay, cis, entre outras circunstâncias – e que assombra pela beleza, pelo horror, pelo afeto, pelo susto mesmo.

 

A coleção segue, nesse 2020, com outras publicações, entre elas, beira-marinho de Alex Ratts. O livro conta com orelha de Edimilson de Almeida Pereira e prefácio de Tatiana Nascimento, e tem lançamento previsto para o início do segundo semestre desse ano. Para Pereira, “Em Beira-marinho / poemas e grafismos, o poeta, antropólogo e geógrafo Alex Ratts traça um panorama do vasto território da afrodiáspora. Entenda-se por esse termo a perspectiva dos sujeitos que, vinculados às heranças do continente africano, cuidaram de tensioná-las mediante o relacionamento estabelecido com heranças socioculturais de diferentes.

 

 

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